Sucupira e erva-baleeira juntas contra dores musculares

    IA


Radiografia da Notícia

* Composição patenteada na Unicamp e licenciada para empresa-filha da Universidade usa menos ativo vegetal e prolonga ação contra dor e inflamação

 Luís Alberto Alves/Hourpress


Na medicina popular, a sucupira e a erva-baleeira, duas plantas nativas do Brasil, são usadas há muito tempo contra o reumatismo e as dores musculares, em geral na forma de chás. Agora, essas espécies estão a caminho de se tornar um creme com propriedades anti-inflamatórias. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) combinaram extratos padronizados das duas plantas em uma composição analgésica para dor em traumas, edemas, artrites e luxações.

 

A tecnologia, patenteada com estratégia da Agência de Inovação Inova Unicamp, foi licenciada para a Phytochem, empresa-filha da Universidade, com sede em Paulínia (SP). O primeiro produto previsto pela empresa é um creme de grau cosmético, voltado ao bem-estar, para aliviar a sensação de fadiga, o cansaço e o desconforto muscular.

 

Os chás caseiros extraem poucas substâncias ativas das plantas, limitação comprovada nas pesquisas conduzidas na Unicamp, desde a década de 1980. Por isso, a equipe de pesquisadores trabalhou com extratos padronizados, que garantem a quantidade certa de ativos, e testou a combinação das duas espécies. Nos ensaios pré-clínicos, a associação reduziu a dose necessária e estendeu o efeito analgésico e anti-inflamatório de quatro para seis horas, quando comparado ao uso separado das plantas.

 

Efeito sinérgico entre sucupira e erva-baleeira


A invenção reúne o extrato dos frutos e sementes da sucupira (Pterodon pubescens Benth.) e o óleo essencial das folhas da erva-baleeira (Cordia verbenacea DC). A ação da erva-baleeira contra a dor e inflamação já era conhecida. Ao estudar a sucupira, a equipe viu que a potência variava conforme a mistura de componentes da planta. Daí surgiu a pergunta: associar as duas espécies traria vantagens?

 

O resultado das pesquisas comprovaram a hipótese. Em testes com animais, a equipe mediu quanto tempo o efeito durava após uma única dose. Usados separadamente, o extrato de sucupira e o óleo de erva-baleeira agiram por cerca de quatro horas. Combinados, mantiveram o efeito por seis horas, mesmo com uma dose menor de cada um. É o chamado efeito sinérgico, em que a associação supera a soma dos efeitos isolados.

 

“Com isso cria-se uma vantagem tecnológica, porque você diminui a quantidade de ingrediente e potencializa o efeito anti-inflamatório e para dor”, explica Mary Ann Foglio, professora titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unicamp, que coordenou as pesquisas no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA). Segundo ela, a dose reduzida tem duplo impacto. “Quanto menos você usa, menor a probabilidade de uma intoxicação. E, para a produção industrial, o custo diminui”.
 

Segurança e padronização de plantas medicinais

O trabalho envolveu ensaios in vitro, em modelos animais e com doses repetidas, além de estudos de segurança que indicaram que os extratos são seguros nas concentrações testadas. Na avaliação de Foglio, em relação aos cremes anti-inflamatórios do mercado, a composição tem efeito mais prolongado com dose menor e baixa toxicidade. Esses cremes devem servir de referência para um futuro estudo clínico.


A etapa mais difícil foi padronizar a matéria-prima. O óleo essencial da erva-baleeira é extraído das folhas frescas, e tanto a quantidade de óleo quanto a proporção das substâncias que o compõem variam conforme o mês e até o horário da colheita. Na prática, folhas colhidas em épocas diferentes podem render óleos com potências diferentes.

 

Para contornar isso, a equipe mediu mês a mês o teor e a composição do óleo e identificou a melhor época de coleta. Como a colheita ocorre ao longo do ano, o produto final é obtido a partir de misturas de lotes que atendem a um padrão de qualidade. No caso da sucupira, cujas sementes são a matéria-prima, o grupo coletou amostras em diferentes regiões do País para comparar teores e respostas. “Para padronizar o extrato, você tem que padronizar o insumo vegetal”, resume a pesquisadora. Com esses dados, o grupo definiu a origem e a melhor época de coleta de cada espécie.

 

A pesquisa foi desenvolvida por alunos de pós-graduação de diferentes unidades, como a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) e o Instituto de Biologia (IB). Ela recebeu fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e foi registrada no Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen), que prevê a repartição de benefícios com as comunidades tradicionais.

 

Para Foglio, esse cuidado é extremamente importante. “Isso está muito ligado à integridade em pesquisa: é a gente dar crédito para quem merece o crédito”, afirma a professora.
 

Patente e licenciamento para empresa-filha
 

A patente foi concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e o licenciamento foi firmado em 2025 com a Phytochem. Sediada em Paulínia (SP), a empresa foi fundada em 2024 para levar ao mercado os conhecimentos e a patente da Unicamp.

Uma das sócias-fundadoras é Ilza Maria Oliveira Sousa, também inventora da tecnologia. Ex-técnica do laboratório no CPQBA, ela fez mestrado e doutorado na Unicamp sob orientação de Foglio e participou das etapas da pesquisa. “Ela foi uma peça-chave em todos esses desenvolvimentos”, diz a professora.

O próximo passo depende de financiamento. A Phytochem submeteu um projeto à fase 1 do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP. Se for aprovado, a empresa pretende desenvolver primeiro o produto de grau cosmético, que precisará atender às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma eventual versão como medicamento ainda dependerá de estudo clínico.

 

“Sempre me inquietou ver tantas pesquisas valiosas nascerem dentro da universidade, com um potencial enorme de transformar vidas, mas sem conseguir chegar às pessoas que mais precisavam delas. Eu não queria que todo esse conhecimento ficasse apenas nas páginas de uma tese ou nas prateleiras de uma biblioteca. Foi desse desejo que nasceu a Phytochem: transformar conhecimento científico em soluções reais para a sociedade”, comenta Oliveira Sousa.
 

Prêmio Inventores 2026

Esta é a 19ª edição do Prêmio Inventores que a Inova Unicamp organiza com o propósito de reconhecer e valorizar os inventores engajados na transferência de tecnologias da Universidade e na criação de empresas spin-offs acadêmicas.


Inventores Premiados
 

Mary Ann Foglio, Rosana Tarkany Basting, Humberto Moreira Spindola, Leila Servvat Medina, Ilza Maria Oliveira Sousa, Nubia de Cassia Almeida Queiroz, Rodney Alexandre Ferreira Rodrigues, João Enersto de Carvalho, Rogério Grando e Vanessa Helena da Silva Souza foram premiados na categoria Propriedade Intelectual Licenciada no Prêmio Inventores 2026.

Umidade do solo e qualidade da semeadura definem estabelecimento da soja

    IA


Radiografia da Notícia

* Com o plantio em andamento, avaliação das condições do solo, ajustes da operação em cada talhão e uniformidade da emergência ajudam a reduzir falhas e risco de replantio

Luís Alberto Alves/Hourpress

 Nesta etapa do ciclo da soja, a definição dos próximos talhões a serem semeados deve considerar mais do que a ocorrência recente de chuvas. A disponibilidade de água na camada onde a semente será depositada e também abaixo dela é um dos principais critérios para decidir quando avançar com a operação. Precipitações isoladas podem molhar a superfície sem garantir condições para sustentar todo o processo de germinação e emergência. Se a semente absorve água, inicia a germinação e o solo volta a secar, aumenta o risco de perda da plântula — a planta em seu estágio inicial de desenvolvimento — e de necessidade de replantio.
 

A temperatura também deve ser observada na profundidade em que a semente será posicionada, normalmente entre 3 e 5 centímetros. Segundo Rafael Vaz, gerente comercial de Sementes da Conceito Sementes, a temperatura próxima a 25 °C favorece o estabelecimento da cultura e pode ser conferida com um termômetro diretamente no solo. "Uma checagem simples no próprio talhão também pode ajudar: ao apertar uma amostra de terra com a mão, ela deve formar um torrão com alguma coesão, sem liberar água", disse.
 

Tipo de solo, cobertura de palha, ciclo da cultivar e planejamento da segunda safra também interferem na sequência da semeadura. Áreas argilosas, por reterem água por mais tempo, e talhões com boa cobertura tendem a oferecer condições mais favoráveis. Já solos arenosos ou de textura média exigem maior atenção à regularidade das chuvas. Nos talhões destinados ao milho safrinha, o posicionamento de cultivares precoces pode ajudar a preservar a janela da segunda safra, desde que sejam respeitadas as recomendações de época de cada material.
 

O escalonamento entre áreas e cultivares também ajuda a distribuir fases importantes do desenvolvimento da soja ao longo do tempo. A estratégia evita, por exemplo, concentrar todo o enchimento de grãos em um intervalo curto, reduzindo a exposição de grande parte da lavoura a uma mesma condição climática em uma fase decisiva.
 

Regulagem precisa ser confirmada no campo
 

Depois da decisão sobre onde plantar, a qualidade da operação passa a ser determinante para a formação do estande. A regulagem da plantadeira antes de entrar na lavoura é necessária, mas não garante, sozinha, que a distribuição das sementes permanecerá adequada em todas as áreas. “Como o tipo de solo, a quantidade de palha e as condições de operação mudam de um talhão para outro, é importante abrir o sulco e conferir se a semeadura está ocorrendo como previsto”, explicou Vaz.
 

De acordo com ele, essa verificação deve ser feita no início de cada talhão, a cada reabastecimento e sempre que houver mudanças nas condições da área ou na velocidade da operação. Entre os pontos que merecem atenção estão a profundidade de deposição, entre 3 e 5 centímetros, a distribuição das sementes na linha, a ocorrência de falhas ou duplas, o número de sementes por metro e o fechamento adequado do sulco. Também é importante observar possíveis danos causados pela plantadeira às sementes, deixando-as quebradas ou trincadas, e garantir que o fertilizante seja posicionado sem contato direto com a semente, evitando danos.
 

A velocidade da plantadeira é outro ponto crítico. Quando ultrapassa a capacidade do equipamento ou não acompanha as características do terreno, pode prejudicar a distribuição das sementes. Os monitores eletrônicos auxiliam no acompanhamento, mas não substituem a conferência direta no solo. “Uma falha identificada nos primeiros hectares pode ser corrigida rapidamente. Quando o problema só aparece depois da emergência, uma área muito maior pode já ter sido afetada”, disse.
 

Mesmo sementes de alta qualidade e corretamente tratadas podem perder desempenho quando encontram condições desfavoráveis. Falta de água após o início da germinação, temperaturas elevadas na superfície, chuvas intensas capazes de formar crosta e excesso de água, com redução da oxigenação do solo, estão entre os fatores que prejudicam a emergência. Problemas como profundidade excessiva, compactação do sulco, contato com fertilizante e danos mecânicos provocados pelo dosador também podem comprometer o estabelecimento.
 

O tratamento de sementes contribui para proteger a soja nos primeiros estágios contra pragas, como lagartas do gênero Spodoptera e a lagarta-elasmo, também conhecida como broca-do-colo, além de fungos de solo, entre eles Fusarium e Rhizoctonia. Essa proteção, no entanto, não compensa condições inadequadas de semeadura ou falhas no manuseio. Sementes tratadas expostas ao sol ou mantidas em locais quentes podem perder vigor, enquanto o inoculante pode ter a eficiência reduzida pelo calor e pelo tempo excessivo entre a aplicação e o plantio.
 

Distribuição das plantas pesa mais do que o número isolado
 

Cerca de dez dias após a semeadura, desde que tenham existido condições adequadas para a germinação, já é possível realizar uma primeira avaliação do estande. Na soja, porém, o número total de plantas não deve ser analisado de forma isolada. A cultura tem potencial de compensar parcialmente populações menores quando as plantas estão bem distribuídas, o que torna a uniformidade um dos principais pontos de atenção.
 

Falhas longas e frequentes nas linhas, espaços de 50 centímetros a 1 metro sem plantas, problemas repetidos em vários pontos do talhão ou sempre nas mesmas linhas da plantadeira podem indicar que a ocorrência deixou de ser pontual. Mortalidade após a emergência e diferenças acentuadas no desenvolvimento das plantas também exigem investigação. “Mais do que olhar apenas para o número de plantas, é preciso entender como elas estão distribuídas. Plantas que emergem muito depois das demais tendem a ficar dominadas e contribuir menos para a produtividade”, concluiu Vaz.

Do campo ao prato: como a alta gastronomia está ajudando a preservar a biodiversidade

    Helena Peixoto


Radiografia da Notícia

* Manu Buffara destaca o papel da cozinha na valorização de ingredientes nativos e no fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis

Luís Alberto Alves/Hourpress

A alta gastronomia tem ampliado sua atuação para além da criação de pratos, influenciando diretamente cadeias produtivas e práticas agrícolas. Ao priorizar ingredientes locais, sazonais e diversos, restaurantes passam a estimular uma produção mais consciente. Segundo dados da Embrapa, o Brasil possui milhares de espécies alimentícias com potencial de uso, mas poucas são exploradas comercialmente, o que evidencia a importância da atuação dos chefs na diversificação desse repertório.

 

Esse movimento também tem impacto direto na economia. De acordo com o IBGE, cerca de 70% dos alimentos consumidos no país vêm da agricultura familiar. A valorização de ingredientes nativos contribui para a geração de renda e fortalece comunidades tradicionais. Ao inserir esses ingredientes nos cardápios, a alta gastronomia desloca valor para a origem, promovendo uma economia mais distribuída e conectada ao território.

 

Para a chef Manu Buffara, um dos grandes nomes da gastronomia mundial, a escolha de ingredientes vai além da culinária e representa uma decisão de impacto sistêmico. “A alta gastronomia tem poder de escolha, e escolha gera cadeia. Quando um restaurante decide trabalhar com ingredientes sazonais, locais e diversos, ele cria demanda por produção consciente. Isso incentiva pequenos produtores a manter cultivos nativos, evita monocultura e preserva saberes. Não é discurso, é direcionamento de mercado”, destacou.


Solo

 

A escolha dos insumos também influencia diretamente o meio ambiente. Sistemas diversificados, como agroflorestas, contribuem para a conservação da biodiversidade e a redução de impactos ambientais. Por outro lado, cadeias de produção longas e monoculturas tendem a aumentar as emissões e a causar degradação do solo. “Cada ingrediente carrega uma história ambiental. Pode vir de desmatamento ou de regeneração. Escolher ingrediente é escolher qual sistema você quer sustentar”, explicou Manu.

 

O movimento por uma gastronomia mais sustentável cresce no Brasil e no mundo. Antes restrita a nichos, a prática passa a ser entendida como responsabilidade no setor. Ainda existem desafios estruturais, como logística complexa, custos mais elevados e falta de escala, além da necessidade de maior aproximação entre chefs e produtores. Paralelamente, cresce o interesse do consumidor por alimentos de origem conhecida e produção consciente, indicando mudança de comportamento no mercado.

 

Com uma das maiores biodiversidades do planeta, o Brasil apresenta potencial para consolidar uma identidade gastronômica própria, baseada na valorização de ingredientes nacionais. Para Buffara, esse movimento já está em curso: “O Brasil não precisa copiar referências externas. Nossa força está na diversidade, na cultura e na terra. Quando a gastronomia brasileira assume isso com profundidade, ela deixa de seguir tendências e passa a criar linguagem”, completou a chef.

 

Sobre Manu Buffara

É uma das chefs mais influentes da gastronomia contemporânea. Reconhecida pela cozinha autoral e pelo compromisso com a sustentabilidade, Manu Buffara lidera o restaurante Manu, em Curitiba, e as iniciativas do Instituto Manu Buffara. Sua culinária celebra a biodiversidade brasileira e conecta tradição, afeto e inovação, priorizando ingredientes sazonais e produtores locais. Com uma trajetória marcada por prêmios no Brasil e no exterior, Manu tornou-se referência na valorização de ingredientes, cultura e práticas sustentáveis, dentro e fora da cozinha. Para mais informações, acesse a página oficial da chef no Instagram @manubuffara ou o site manubuffara.com.

Cepe debate expansão do etanol e novas frentes para biocombustíveis em SP

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

* Reunião destacou a competitividade do combustível em relação à gasolina e seu potencial para a descarbonização do transporte marítimo 

Luís Alberto Alves/Hourpress

A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) realizou a segunda reunião de 2026 do Conselho Estadual de Política Energética (CEPE) de 2026. O encontro reuniu conselheiros, representantes do setor produtivo da cana de açúcar, entidades setoriais e especialistas para debater o setor sucroenergético, com destaque a produção e o uso do etanol paulista. Foram abordados aspectos de oferta e demanda, a competitividade do ponto de vista do consumidor - favorável ao motorista paulista - além da adoção de novas tecnologias na cadeia de produção e a abertura de novos mercados para o biocombustível.

Na primeira etapa da reunião, realizada no último dia 16, Laís Almada, diretora de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível da Semil, apresentou um panorama do mercado sucroenergético paulista, com forte competitividade e uso de novas tecnologias, impulsionado pela liderança histórica na cadeia do etanol e dos biocombustíveis. 

“São Paulo é o maior produtor de etanol do país. Em 2025, a produção de etanol em SP foi de 12 bilhões de litros, o equivalente a 33% da produção nacional”, explicou a diretora da Semil. 

Representando o setor produtivo, Luciano Rodrigues, diretor de economia e inteligência setorial da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), detalhou os processos de produção de etanol a partir da cana e do milho e as oportunidades de crescimento conjunto das matérias primas para o fortalecimento do biocombustível no país. Rodrigues também destacou os avanços com a certificação do etanol no âmbito da Política Nacional de Biocombustíveis e em programas internacionais que demonstram a sustentabilidade da cadeia produtiva. 

As usinas associadas à UNICA são responsáveis por mais de 54% da produção nacional de cana, 51% da produção de etanol – 34% da produção de etanol de milho -, 52% da produção de açúcar e quase 50% da bioeletricidade ofertada para o Sistema Interligado Nacional (SIN). 

 

Maior competitividade do etanol  

A reunião detalhou que, nos últimos anos, abastecer com etanol vem sendo consistentemente favorável para o motorista paulista. Em 37 dos 44 meses do período compreendido entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, o biocombustível esteve mais vantajoso que a gasolina comum. Para esse levantamento, foram utilizados dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a referência de paridade de 70%, isto é, o etanol é mais favorável quando é encontrado abaixo de 70% do preço da gasolina.  

 

Um dos instrumentos que contribui para a competitividade do etanol é a ação do estado, por meio da redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Durante a safra de cana-de-açúcar, a oferta de etanol aumenta e o biocombustível tende a ficar ainda mais vantajoso no estado. A produção competitiva, combinada ao diferencial tributário, garantiu o menor preço do etanol hidratado do país no mês de agosto”, acrescentou a diretora Laís Almada. 

 

Eletrificação veicular x biocombustíveis 

O encontro também debateu as estratégias que unem a eletrificação veicular aos biocombustíveis. Luciano Rodrigues, diretor da UNICA, comentou sobre as oportunidades para o Estado de SP no fomento às políticas públicas de incentivo a veículos híbridos elétricos com o objetivo de promover a redução de poluição e o consumo de combustíveis fósseis, acelerando a transição para uma mobilidade mais limpa. “A combinação de um motor de ciclo Otto [motor a combustão tradicional que usa gasolina ou etanol] e um motor elétrico, utilizando etanol, define o funcionamento de um veículo híbrido flex ou híbrido a etanol. Essa tecnologia une a alta eficiência da eletricidade com as baixas emissões de um combustível renovável, como o etanol”, afirmou. 

 

A diretora da Semil, Laís Almada, lembrou que o estado impulsiona a adoção de veículos híbridos flex a partir da redução temporária do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). “A alíquota de IPVA para veículos híbridos flex ou a etanol ficou zerada entre 2025 e 2026, e aumentará gradualmente até a retomada em 2030. Esse incentivo é caracterizado pela previsibilidade e pelo sinal que oferece ao mercado, desde a indústria até o consumidor, fomentando a adoção de novas tecnologias veiculares alinhadas às vocações do estado”, completou Laís. 

 

Biometano 

Gás 100% renovável gerado a partir da purificação do biogás, o biometano pode ser produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar, como a vinhaça e a torta de filtro, reduzindo em até 90% as emissões de gases de efeito estufa no transporte pesado em comparação ao diesel. Nas usinas de cana-de-açúcar, ele transforma o que antes não era aproveitado em energia limpa. 
  

O biometano representa a ampliação do portfólio de produtos das usinas de cana e reforça a importância da indústria para a descarbonização do transporte. Atualmente, 44% da capacidade instalada de biometano em SP é do setor sucroenergético e 82% da capacidade de biometano do setor sucroenergético está instalada em SP. O setor já opera 4 usinas em SP e 7 no país. 

 

Transição energética do transporte marítimo 

No contexto da transição energética global, o uso do etanol como combustível marítimo também foi um tema bastante debatido no encontro. De acordo com a Organização Marítima Internacional (da sigla em inglês IMO), o transporte marítimo responde por cerca de 3% das emissões mundiais de gases de efeito estufa (GEE). 

  

O comandante Flávio Haruo Mathuiy, da Marinha do Brasil, que atua como coordenador de temas ambientais na Comissão Coordenadora para os Assuntos da Organização Marítima Internacional (IMO), explicou que o Brasil tem potencial para ser protagonista na transição energética, pois tem matriz energética limpa e renovável e pode incentivar ainda mais os biocombustíveis, como o biodiesel e o etanol. 

  

“Temos uma grande potencialidade não só de atender os nossos próprios navios, como também para exportar. Isso significa mobilizar a produção e garantir a distribuição e o armazenamento do etanol para o abastecimento dos navios. Os portos têm papel fundamental em prover a infraestrutura de descarbonização do transporte marítimo. Ao mesmo tempo, precisamos garantir que a sustentabilidade dos biocombustíveis brasileiros sejam reconhecidas e certificadas adequadamente pela IMO”, acredita Mathuiy. 

 

De acordo com o comandante, o processo de transição energética do transporte marítimo já está em andamento e aborda diferentes aspectos do setor. Por um lado, a IMO estabeleceu medidas que visam à redução da demanda de combustíveis pelos navios, com medidas focadas em aspectos técnicos e operacionais. “A previsão é que a gente consiga melhorar em 40% a eficiência energética dos navios até 2030. Porém, para cumprir suas metas, o transporte marítimo terá uma demanda muito grande por combustíveis de baixa emissão de carbono. Por isso, poderá criar um novo e importante mercado para os biocombustíveis, em especial, para o etanol, trazendo grandes oportunidades para os produtores brasileiros”, explicou. 

 

Etanol de milho 

Por fim, representantes do setor produtivo da cana de açúcar e de entidades setoriais também abordaram o contexto e as oportunidades da produção nacional de etanol de milho, que já responde por cerca de 25% a 30% de todo o combustível que roda no país. O forte ritmo de expansão, colocou o Brasil como o segundo maior produtor mundial de etanol de milho, atrás apenas dos Estados Unidos. 

  

O cenário do etanol de milho no estado de São Paulo vive um momento de forte transformação, impulsionado pela chegada do modelo de usinas flex, isto é, é uma planta industrial do setor sucroenergético capaz de produzir etanol processando tanto a cana-de-açúcar quanto o milho, e por investimentos em logística. Embora o Mato Grosso concentre a maior fatia da produção nacional, São Paulo já possui plantas em operação.  

 

Próximos encontros  

Integrantes do Conselho Estadual de Política Energética deverão se reunir ainda mais duas vezes neste ano, com pautas sobre estudos em andamento pela Semil referentes ao planejamento energético estadual e ao fortalecimento da infraestrutura voltada à transição energética. 

 

São Paulo ocupa a vice-liderança no ranking ambiental com mais de 26 mil denúncias

Divulgação


Radiografia da Notícia

* Levantamento divulgado pelo Escavador aponta mais de 21 mil denúncias ambientais até o segundo trimestre de 2026 e indica desaceleração no início do ano


Luís Alberto Alves/Hourpress


Com a chegada do ‘Junho Verde’ e a proximidade do Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), autoridades acenderam o alerta sobre o avanço das infrações ambientais no Brasil. O balanço final de 2025 fechou com um crescimento recorde de 868% no volume de denúncias ambientais registradas, segundo apuração do Escavador. 


Os dados foram divulgados pela plataforma na tarde desta quarta-feira, 13 de maio, após o país registrar 367 mil denúncias ambientais somente no ano passado. Um comparativo entre o mesmo período, no ano de 2024, indica uma escalada de 10x mais crimes contra o meio ambiente, período em que foram notificados cerca de 37 mil processos.

Em meio à vasta extensão territorial brasileira, que soma cerca de 851 milhões de hectares, segundo o IBGE, a destruição dos biomas brasileiros como a Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Pampas e Amazônia soma-se às preocupações com licenças ambientais, minerações, agrotóxicos, poluição, saneamento, reservas legais, gestão de florestas, cadastro ambiental rural e áreas de preservação; listadas entre as 25 categorias analisadas pela plataforma de dados jurídicos.


Processos

A herança do ano passado, no entanto, não se repetiu até o segundo trimestre de 2026. Entre os meses de janeiro a maio, foram registradas cerca de 21,9 mil denúncias ambientais no país, número significativamente inferior ao observado no mesmo período de 2025, quando o acumulado ultrapassou 90,8 mil processos, com abril acima de 12 mil casos e maio passando dos 68 mil casos, pela primeira vez em três anos. 


De acordo com a análise mensal do Escavador, a mudança mais brusca no volume de processos começou a ser percebida a partir de maio (2025), quando os registros saltaram para 68 mil denúncias, alcançando o pico em junho, com mais de 134 mil casos. Nos meses seguintes, entre julho e setembro, os índices permaneceram elevados, variando entre 25 mil e 53 mil processos, antes de iniciarem uma desaceleração gradual no último trimestre do ano.

Para a Coordenadora Jurídica e DPO da plataforma Escavador, Dalila Pinheiro, a forte oscilação no volume de denúncias ambientais no Brasil entre 2023 e 2026 reforça a importância do monitoramento de infrações ambientais e da evolução dos mecanismos de fiscalização no País. 


Análise


“A preocupação, neste momento, é compreender a volatilidade dos registros ambientais ao longo dos últimos anos. No entanto, a alternância entre picos e quedas no volume de denúncias pode indicar tanto maior capacidade de detecção quanto mudanças no comportamento das infrações e da fiscalização ambiental no país”, explica Dalila. 


Infrações ambientais por região; Sudeste lidera com Minas Gerais (1º)


No comparativo entre as regiões, a análise do Escavador mostra que o sudeste do país concentra a maior parte das ocorrências ambientais no período, com forte participação impulsionada por Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A região soma 400 mil processos ambientais, consolidando-se como a principal área de registros no país. Em seguida aparecem o Centro-Oeste, com 27 mil denúncias; o Norte, com 18 mil; a região Sul, com 17 mil processos ambientais; e o Nordeste com 14 mil denúncias.


No recorte por estados, Minas Gerais lidera com ampla vantagem, somando 365 mil processos ambientais no período analisado. Em seguida aparecem São Paulo com 26 mil denúncias, dando continuidade com Mato Grosso (22 mil), Pará (7 mil) e Rio de Janeiro (7 mil), compondo o topo do ranking nacional. 


Para se ter uma noção da disparidade, Minas Gerais concentrou um volume muito superior aos demais estados, enquanto unidades como Piauí, com 261 registros, e Rio Grande do Norte, com 453, aparecem entre os menores volumes do país. Para Dalila, o fenômeno ambiental no estado de Minas é também um dos motivos do alto número de denúncias. 


“Em estados como Minas Gerais, a concentração de atividades ligadas à mineração, ao uso do solo e à exploração de recursos naturais ajuda a explicar parte do volume expressivo de denúncias registradas. Além disso, a presença de grandes polos industriais e de infraestrutura aumenta a pressão sobre áreas ambientalmente sensíveis, o que influenciou diretamente o número de ocorrências no estado”, comenta. 


Ainda segundo Dalila, o número de denúncias reforça a crescente conscientização ambiental no Brasil. “O aumento da visibilidade das questões ambientais tem ampliado a capacidade de denúncia e de fiscalização social, começando pelo estado de Minas. Isso significa um cenário mais ativo de monitoramento, tanto por parte da sociedade quanto das instituições públicas”, conclui a Coordenadora Jurídica do Escavador. 


Confira a lista de denúncias ambientais por estado (2023 a 2026):


Minas Gerais (MG) – 365.293
São Paulo (SP) – 26.433
Mato Grosso (MT) – 22.633
Pará (PA) – 7.974
Rio de Janeiro (RJ) – 7.684
Santa Catarina (SC) – 7.667
Bahia (BA) – 7.107
Paraná (PR) – 5.739
Espírito Santo (ES) – 4.397
Amazonas (AM) – 4.335
Rio Grande do Sul (RS) – 3.758
Rondônia (RO) – 3.090
Goiás (GO) – 2.308
Maranhão (MA) – 1.790
Mato Grosso do Sul (MS) – 1.658
Alagoas (AL) – 1.383
Ceará (CE) – 1.269
Distrito Federal (DF) – 1.122
Acre (AC) – 928
Tocantins (TO) – 924
Sergipe (SE) – 907
Paraíba (PB) – 829
Roraima (RR) – 779
Pernambuco (PE) – 768
Amapá (AP) – 465
Rio Grande do Norte (RN) – 453
Piauí (PI) – 261


Distribuição de casos por região:


Sudeste – 403.807
Centro-Oeste – 27.721
Norte – 18.495
Sul – 17.164
Nordeste – 14.767


Como transformar sua varanda em uma mini horta cheia de vida

 

Divulgação


 Radiografia da Notícia

Bióloga do Ceub revela que caminho para iniciar uma horta é apostar em temperos como manjericão e alecrim

Redação/Hourpress

O desejo de colher vegetais frescos e orgânicos dentro da sua própria casa não precisa ser deixado de lado por quem vive em apartamentos ou dispõe de pouco espaço. Para Karoline Torezani, professora de Ciências Biológicas do Centro Universitário de Brasília (CEUB, basta criatividade, alguns cuidados básicos e, quando possível, apoio da tecnologia para transformar varandas, sacadas e até mesmo janelas em hortas cheias de vida.
 
As hortas tecnológicas se tornaram uma aliada para manter o verde e a saúde dentro de casa. A especialista revela que com sistemas digitais capazes de controlar irrigação e iluminação automaticamente, o celular pode substituir o regador e a preocupação diária. “É a forma de unir o desejo de cultivar com a falta de tempo. Ao programar o aplicativo, você garante que as plantas recebam o cuidado necessário sem precisar interromper o dia a dia”, explicou Torezani.
 
Para quem prefere colocar a mão na terra, a observação continua sendo a regra de ouro e, em períodos de clima seco, é preciso regar com maior frequencia. “O ideal é tocar o solo: se estiver muito seco, é hora de molhar um pouco mais”, orienta. Apesar de ser indoor, Torezani alerta que as pragas podem invadir a horta. Entre as mais comuns está o pulgão, inseto minúsculo que suga a seiva das plantas e pode comprometer o cultivo. “A joaninha é um predador voraz e ajuda no controle biológico. Ela é como uma guardiã da horta”, disse a professora.
 
O que começar a cultivar?

Os iniciantes podem apostar sem medo nos temperos. Manjericão, orégano, alecrim e hortelã crescem rápido, não exigem grandes espaços e garantem aquele aroma fresco na cozinha. Tomate-cereja, cebola e pimentas também podem ser cultivadas em apartamentos, desde que recebam de quatro a cinco horas de sol por dia e ventilação adequada. “Não há sensação igual à de colher o tempero direto do vaso e usar na receita do almoço. O aroma e o frescor são inigualáveis”, ressaltou.
 
Se engana quem pensa que qualquer vaso serve para montar a horta: o recipiente precisa ter furos no fundo para permitir a drenagem e evitar o apodrecimento das raízes. Já o solo ideal é específico para hortas, encontrado facilmente em floriculturas. “Ele precisa ser esponjoso, capaz de reter a umidade sem sufocar a planta, permitindo a entrada de oxigênio”, detalha. A adubação completa o ciclo, com adubos orgânicos ou fórmulas ricas em nitrogênio, fósforo e potássio. 
 
O cultivo também pode ser uma oportunidade de aprendizado para as famílias. A especialista do CEUB revela que crianças, ao participar do processo, desenvolvem a consciência sobre sustentabilidade, preservação ambiental e respeito pela natureza. “Quando você cuida da sua horta, não está apenas cuidando de plantas. Está plantando hábitos, valores e lembranças que vão acompanhar as gerações”, completou.
 
Miniguia: como montar sua horta em pouco espaço
 
1. Escolha o lugar certo: um cantinho com boa ventilação e sol de 4 a 5 horas por dia. Pode ser na sacada, janela ou até na cozinha perto da luz.
 
2. Defina o que plantar: comece com temperos fáceis, como manjericão, alecrim, hortelã ou orégano. Depois, se quiser, arrisque tomate-cereja, pimenta ou cebola.
 
3. Use vasos com drenagem: Eles precisam ter furos no fundo para não acumular água e apodrecer as raízes.
 
4. Prepare o solo: Compre terra própria para hortas. Ela deve ser leve, esponjosa e deixar a água escorrer sem encharcar.
 
5. Adube sempre: Use adubos orgânicos, como bokashi, ou misturas com nitrogênio, fósforo e potássio.
 
6. Regue na medida certa: Toque o solo: se estiver seco, é hora de molhar. Em épocas de clima seco, aumente a frequência.
 
7. Fique de olho nas pragas: Pulgões são comuns e podem ser retirados manualmente. A joaninha é um predador natural e ajuda no controle. 
 
8. Pode com carinho: Cortar alguns galhos estimula a planta a crescer para os lados, ficando mais cheia e produtiva.
 
9. Aproveite o processo: Como medida de educação verde, a horta traz calma, bem-estar e pode ser um ótimo aprendizado para as crianças.

Nutrição sustentável: cinco passos para incluir no dia a dia e cuidar da sua saúde e do planeta

Pixabay


 Radiografia da Notícia

* Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil, explica como pequenas escolhas diárias, podem ajudar na adoção de uma alimentação mais saudável e na redução dos impactos no meio ambiente

Luís Alberto Alves/Hourpress

Adotar hábitos alimentares mais saudáveis pode ser também uma escolha que beneficia o planeta. A nutrição sustentável é uma tendência crescente que une o cuidado com a saúde individual e o respeito pelos recursos naturais e pela biodiversidade, ajudando a garantir um futuro mais equilibrado para todos. A boa notícia é que essa mudança de atitude pode começar com pequenos passos.

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), dietas sustentáveis são aquelas com baixo impacto ambiental e que contribuem para a segurança alimentar e nutricional, além de promover uma vida saudável para as gerações presentes e futuras. Essas dietas devem ainda respeitar a biodiversidade e os ecossistemas, ser culturalmente aceitáveis, economicamente justas e acessíveis.

Comer

“A nutrição sustentável não é sobre restrição, e sim sobre equilíbrio. É possível adotar uma alimentação saudável, saborosa e acessível, respeitando o meio ambiente e sem abrir mão do prazer de comer bem”, explicou Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil.

Para quem quer começar agora, a dica é simples: comece pelo prato. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de pelo menos 400g de frutas e hortaliças por dia, o que equivale a cinco porções (como uma maçã, uma xícara de folhas verdes ou ½ xícara de legumes cozidos). Um passo de cada vez já é um bom começo para construir um futuro mais saudável e sustentável.

Veja abaixo 5 passos práticos para colocar a nutrição sustentável em prática:

  1. Inclua mais alimentos de origem vegetal no seu dia a dia: Frutas, legumes, verduras, grãos integrais e leguminosas são grandes aliados da saúde e do meio ambiente. 
  2. Escolha alimentos sazonais e regionais: Consumir alimentos da época e produzidos localmente contribui para a redução da pegada de carbono associada ao transporte de mercadorias. “Além disso, os alimentos frescos da estação costumam ser mais nutritivos e saborosos”, acrescenta a head.
  3. Valorize produções mais sustentáveis: Ao escolher alimentos produzidos com responsabilidade, como os de origem orgânica ou provenientes de cadeias que respeitam o meio ambiente e as pessoas, você contribui para uma agricultura que preserva o solo, a biodiversidade e apoia quem vive do campo.
  4. Reduza o consumo: Diminua as porções e o consumo de carne vermelha, que tem mais impacto ambiental. “Não é necessário eliminar completamente a carne da dieta, mas reduzir sua frequência e buscar fontes alternativas de proteína pode fazer diferença para a saúde e o meio ambiente”, explicou Gisele.
  5. Evite o desperdício e otimize recursos em casa: Planejar as refeições, reaproveitar alimentos e armazenar corretamente os ingredientes ajudam a evitar o desperdício. “Reaproveitar cascas e talos em receitas, congelar alimentos para evitar perdas e transformar sobras em novas preparações são práticas simples que contribuem para uma rotina mais sustentável e ainda ajudam a economizar”, aconselhou. 

“Pequenas mudanças podem gerar grandes transformações. Por isso, queremos inspirar as pessoas a adotarem hábitos que cuidem do corpo e do planeta ao mesmo tempo”, reforçou e finalizou Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil.

RedeAmbientalSindical

Sucupira e erva-baleeira juntas contra dores musculares

    IA Radiografia da Notícia *  Composição patenteada na Unicamp e licenciada para empresa-filha da Universidade usa menos ativo vegetal e...

RedeAmbientalSindical