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Radiografia da Notícia
* Essa transformação reflete a crescente pressão sobre o setor privado,com consumidores
*Tradicionalmente, a compensação de carbono ocorre por meio de projetos
como plantio de árvores, energias renováveis ou captura de carbono
*Essas práticas também impulsionam a inovação, estimulando tecnologias
de baixo carbono
Fátima Lima
A compensação de carbono evoluiu de uma simples ferramenta de
mitigação para um componente estratégico das práticas empresariais
sustentáveis. Hoje, mais do que neutralizar emissões, as políticas de
compensação incorporam ações regenerativas, gerando impactos positivos
nas comunidades e biomas ameaçados. Essa transformação reflete a
crescente pressão sobre o setor privado, com consumidores,
investidores e reguladores exigindo compromissos mais robustos com
soluções ambientais.
Tradicionalmente, a compensação de carbono ocorre por meio de projetos
como plantio de árvores, energias renováveis ou captura de carbono,
que, embora eficazes, não alteram diretamente o modelo de produção das
empresas nem o impacto ambiental de suas atividades. Uma abordagem
inovadora é o ‘carbono insetting’, que integra ações ambientais
diretamente à cadeia de valor das empresas. Em vez de financiar
projetos externos para neutralizar suas emissões (offsetting), o
carbono insetting visa reduzir impactos ambientais dentro da própria
cadeia de fornecedores, processos produtivos e produtos finais. Dessa
forma, a compensação torna-se local e integrada, gerando benefícios
ambientais, sociais e econômicos para todas as partes envolvidas.
Comunidades
O carbono insetting vai além do plantio de árvores, promovendo a
regeneração de biomas ameaçados. Um estudo da Universidade ETH em
Zurique aponta que o reflorestamento global poderia capturar até 205
bilhões de toneladas de CO₂, um impacto relevante diante da urgência
de reduzir as emissões. Além disso, a regeneração de áreas desmatadas
e a preservação de florestas não só capturam carbono, mas também
aumentam a resiliência climática, preservam recursos hídricos, geram
empregos e fortalecem comunidades locais.
Para que a compensação de carbono seja eficaz, é necessário mais do
que boas intenções. Esse mercado, vital para financiar projetos de
grande impacto, exige regulamentação e transparência. Além disso,
ações bem estruturadas podem conferir às empresas uma vantagem
competitiva. Pesquisa da PwC indica que 76% dos consumidores preferem
marcas sustentáveis, reforçando que a sustentabilidade não só atrai
clientes, como também constrói reputações sólidas e gera valor a longo
prazo.
Essas práticas também impulsionam a inovação, estimulando tecnologias
de baixo carbono e revisões nos processos produtivos, o que aumenta a
eficiência e prepara as empresas para atender às crescentes exigências
ambientais.
Fátima Lima é diretora de sustentabilidade da MAPFRE e presidente da
comissão de integração ASG da CNseg (Confederação Nacional de
Seguros).
O carbono insetting vai além do plantio de árvores, promovendo a
regeneração de biomas ameaçados. Um estudo da Universidade ETH em
Zurique aponta que o reflorestamento global poderia capturar até 205
bilhões de toneladas de CO₂, um impacto relevante diante da urgência
de reduzir as emissões. Além disso, a regeneração de áreas desmatadas
e a preservação de florestas não só capturam carbono, mas também
aumentam a resiliência climática, preservam recursos hídricos, geram
empregos e fortalecem comunidades locais.
Para que a compensação de carbono seja eficaz, é necessário mais do
que boas intenções. Esse mercado, vital para financiar projetos de
grande impacto, exige regulamentação e transparência. Além disso,
ações bem estruturadas podem conferir às empresas uma vantagem
competitiva. Pesquisa da PwC indica que 76% dos consumidores preferem
marcas sustentáveis, reforçando que a sustentabilidade não só atrai
clientes, como também constrói reputações sólidas e gera valor a longo
prazo.
Essas práticas também impulsionam a inovação, estimulando tecnologias
de baixo carbono e revisões nos processos produtivos, o que aumenta a
eficiência e prepara as empresas para atender às crescentes exigências
ambientais.
Fátima Lima é diretora de sustentabilidade da MAPFRE e presidente da
comissão de integração ASG da CNseg (Confederação Nacional de
Seguros).

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