Radiografia da Notícia
Bióloga do Ceub revela que caminho para iniciar uma horta é apostar em temperos como manjericão e alecrim
Redação/Hourpress
Meio ambiente e a saúde do trabalhador
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Bióloga do Ceub revela que caminho para iniciar uma horta é apostar em temperos como manjericão e alecrim
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* Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil, explica como pequenas escolhas diárias, podem ajudar na adoção de uma alimentação mais saudável e na redução dos impactos no meio ambiente
Luís Alberto Alves/Hourpress
Adotar hábitos alimentares mais saudáveis pode ser também uma escolha que beneficia o planeta. A nutrição sustentável é uma tendência crescente que une o cuidado com a saúde individual e o respeito pelos recursos naturais e pela biodiversidade, ajudando a garantir um futuro mais equilibrado para todos. A boa notícia é que essa mudança de atitude pode começar com pequenos passos.
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), dietas sustentáveis são aquelas com baixo impacto ambiental e que contribuem para a segurança alimentar e nutricional, além de promover uma vida saudável para as gerações presentes e futuras. Essas dietas devem ainda respeitar a biodiversidade e os ecossistemas, ser culturalmente aceitáveis, economicamente justas e acessíveis.
Comer
“A nutrição sustentável não é sobre restrição, e sim sobre equilíbrio. É possível adotar uma alimentação saudável, saborosa e acessível, respeitando o meio ambiente e sem abrir mão do prazer de comer bem”, explicou Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil.
Para quem quer começar agora, a dica é simples: comece pelo prato. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de pelo menos 400g de frutas e hortaliças por dia, o que equivale a cinco porções (como uma maçã, uma xícara de folhas verdes ou ½ xícara de legumes cozidos). Um passo de cada vez já é um bom começo para construir um futuro mais saudável e sustentável.
Veja abaixo 5 passos práticos para colocar a nutrição sustentável em prática:
“Pequenas mudanças podem gerar grandes transformações. Por isso, queremos inspirar as pessoas a adotarem hábitos que cuidem do corpo e do planeta ao mesmo tempo”, reforçou e finalizou Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil.
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Palhetas automotivas de empresa catarinense oferecem até 20% de aumento no ciclo de vida, reduzindo custos e provocando menor impacto ambiental causados por veículos de carga pesada
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A durabilidade de componentes automotivos, muitas vezes, é vista apenas como questão de manutenção. No entanto, no caso das palhetas de para-brisa utilizadas em veículos pesados, esse fator pode representar um diferencial econômico e ambiental relevante.
A menor frequência de trocas, por exemplo, reduz o custo de manutenção preventiva e corretiva, gera menor risco de danos ao para-brisa por falhas de limpeza ou da borracha da palheta e significa menos tempo dos veículos da frota parados, sem produzir.
Testes de campo conduzidos pela Autoimpact, empresa catarinense especializada no desenvolvimento de palhetas automotivas para caminhões, ônibus, tratores, colheitadeiras e máquinas da construção civil, apontaram que seus produtos podem alcançar até 20% mais vida útil em comparação às convencionais.
“Em uma frota de caminhões e colheitadeiras, por exemplo, a simples extensão no ciclo de vida das palhetas gera economia direta para as empresas e um impacto real no retorno do investimento nessas operações”, explica o CEO da Autoimpact, Leonardo Salomé.
Esse desempenho é possível graças ao uso de borrachas de alta resistência combinadas a diversos tratamentos, como o politetrafluoretileno, tecnologia que reduz o atrito com o vidro, evita ressecamento e mantém a eficiência da limpeza mesmo em ambientes extremos de poeira, lama, calor e chuva intensa.
Além de gerar economia, a eficiência da limpeza garante visibilidade constante e clara, essencial para a segurança de motoristas e operadores. Em ambientes de poeira, lama ou chuva intensa, a performance das palhetas influencia diretamente na prevenção de acidentes, protegendo vidas no campo, na estrada e no canteiro de obras.
“Dependendo das atividades realizadas com máquinas e equipamentos pesados, a dificuldade de visibilidade pode gerar sérios riscos de acidentes, tanto para o operador quanto para trabalhadores envolvidos no processo de trabalho, tais como colisões, atropelamentos, esmagamentos, tombamentos, explica Guilherme Espíndola, professor do curso de Segurança do Trabalho do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).
“As consequências das más condições de visibilidade podem causar desde danos materiais e perda de tempo (necessidade de retrabalho) a lesões graves e irreversíveis aos trabalhadores, até acidentes fatais”, acrescenta.
Com um catálogo de mais de 600 aplicações para veículos pesados, a Autoimpact atende praticamente toda a frota nacional e importada, cobrindo setores de transporte rodoviário, construção civil, mineração e agronegócio. A linha foi desenvolvida em parceria com grandes frotistas, o que garantiu ajustes práticos às demandas de campo e compatibilidade com veículos de diferentes categorias.
A empresa também se destaca ao adotar o formato de venda por unidade, que simplifica a reposição, reduz estoques nos pontos de venda e facilita a manutenção de frotas.
A durabilidade ampliada tem reflexos além da economia: menos substituições significam menor volume de descarte e menor consumo de recursos naturais. Em operações de larga escala, como transportadoras e operações agrícolas, essa redução representa um impacto ambiental significativo.
As palhetas Autoimpact seguem padrões de qualidade homologados por montadoras e contam com certificações internacionais como IATF 16949 e ISO 9001. Além disso, passam por testes rigorosos simulando as condições mais exigentes do transporte pesado.
Entre as três maiores
Em um mercado historicamente dominado por multinacionais, a Autoimpact, vem conquistando espaço e se consolidando como uma das principais forças do setor automotivo e alcançou a impressionante marca de estar entre as três maiores fornecedoras do país, competindo com as multinacionais Bosch e Dyna.
A especialização no setor e o investimento em qualidade e tecnologia fizeram o faturamento da empresa aumentar em 80% desde 2022.
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*Iniciativa já está em operação em quatro unidades da companhia, contribuindo para a redução das emissões de CO₂
* Equipamento para o tratamento de resíduos orgânicos dos refeitórios, ampliando o impacto positivo da iniciativa
* A empresa deixou de emitir aproximadamente 300 toneladas de CO
Redação/Hourpress
A thyssenkrupp reforça seu compromisso com a gestão sustentável de resíduos sólidos no Brasil ao expandir o uso de biodigestores em suas unidades industriais. Após a implementação da tecnologia em Campo Limpo Paulista e São Paulo (SP) e Itajaí (SC), a fábrica automotiva de Ibirité (MG) adotou o equipamento para o tratamento de resíduos orgânicos dos refeitórios, ampliando o impacto positivo da iniciativa.
Desde o início da implementação dos biodigestores, a thyssenkrupp já tratou quase 200 toneladas de resíduos orgânicos – o equivalente ao volume de lixo produzido por mais de 600 residências brasileiras no mesmo período –, evitando o descarte em aterros sanitários. Com isso, a empresa deixou de emitir aproximadamente 300 toneladas de CO₂ equivalente – o mesmo que retirar mais de 60 veículos das ruas por um ano –, contribuindo para a redução do impacto ambiental e o fortalecimento da economia circular. Esse número também pode ser equiparado ao plantio de mais de 5 mil árvores.
O biodigestor automático é uma tecnologia inovadora e ainda pouco utilizada no Brasil. Seu funcionamento combina um processo eletromecânico com um composto biológico que, por meio de micro-organismos, transforma os resíduos orgânicos em "água cinza", totalmente segura para descarte no sistema de esgoto. Na thyssenkrupp, esse processo é complementado pelo tratamento de efluentes realizado internamente em Estações de Tratamento de Efluentes Industriais (ETEIs), reforçando a segurança ambiental.
Locais
Outro benefício da solução é a redução no consumo de energia elétrica, já que os resíduos orgânicos deixam de ser armazenados em câmaras frias. O biodigestor, além de consumir pouca energia, elimina odores desagradáveis e a presença de vetores como pombos e insetos. Operando 24 horas por dia, sete dias por semana, ele trata os resíduos assim que são gerados, garantindo um processo contínuo e eficiente. Além de impedir a liberação de metano e CO₂, o uso do biodigestor também elimina as emissões relacionadas ao transporte desses resíduos para locais de processamento.
A thyssenkrupp assumiu o compromisso de ser net zero até 2050 ou antes. Até 2030, a meta global é reduzir em 30% as emissões diretas de CO₂ associadas aos processos produtivos e ao consumo de energia. A gestão eficiente de resíduos é um dos pilares dessa estratégia.
Quando descartados em aterros sanitários, os resíduos orgânicos geram biogás durante sua decomposição. Esse biogás é composto principalmente por CO₂ e metano – um gás de efeito estufa até 28 vezes mais potente que o CO₂. De acordo com especialistas, o setor de saneamento no Brasil é responsável por cerca de 90 MtCO₂ por ano, representando 5% das emissões nacionais. A adoção de tecnologias como os biodigestores é, portanto, fundamental para mitigar os impactos ambientais desse setor.
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* A edição deste ano conta com a participação de mais de 1.000 cidades brasileiras
* Combater a poluição e promover a limpeza de áreas naturais e urbanas em todo o mundo
* Um dos principais destaques da campanha é o protagonismo juvenil
Luís Alberto Alves/Hourpress
No dia 20 de setembro de 2025, o Brasil realizará a maior ação ambiental coletiva do planeta, o Dia Mundial da Limpeza. A mobilização nacional é coordenada pelo Instituto Limpa Brasil, representante oficial do movimento global Let’s Do It! e já envolveu mais de 191 países.
A edição deste ano conta com a participação de mais de 1.000 cidades brasileiras, reunindo prefeituras, escolas, cooperativas de catadores, empresas e voluntários, para os mutirões de limpeza, ações educativas e atividades de conscientização ambiental que acontecem com o intuito global de combater a poluição e promover a limpeza de áreas naturais e urbanas em todo o mundo.
Ecopontos temporários e permanentes serão instalados em diversas regiões, promovendo o descarte correto de resíduos e incentivando a essas práticas.
Um dos principais destaques da campanha é o protagonismo juvenil, e o Brasil está em cenário internacional com o envolvimento da juventude em renomadas ações, como a Maria Vitória Brilhante (Mavi), Jahzara Johari Ona e Jady Veríssimo, que são representantes do programa “Meu Futuro, Minha Voz”, do Instituto e foram selecionadas para grandes eventos.
Bonn
Com apenas 12 anos, Mavi participará do Global Youth Climate Training Programme 2025, promovido pela Universidade de Oxford por meio da iniciativa Oxford Net Zero. Ela é a brasileira mais jovem a integrar o programa que forma líderes climáticos de todo o mundo..
Já em junho, Jahzara Johari Ona e Jady Veríssimo representarão o Brasil na 62ª Sessão da ONU sobre Mudança do Clima (SB62), em Bonn, na Alemanha.
Selecionadas pela iniciativa Bonn Climate Camp Bridge, elas participarão das discussões internacionais sobre justiça climática. Vindas da periferia, ambas são referência em educação ambiental.
A diretora executiva do Instituto Limpa Brasil, Edilainne Muniz, comenta sobre a participação das jovens nesses projetos: “A presença dessas meninas nesses espaços comprovam que, com educação, compromisso social e oportunidades, novas lideranças se destacam no mundo.” Cada ação de limpeza e cada gesto de cuidado com o meio ambiente, é uma ação de carinho com a nossa casa. Do lixo à mudança, o Brasil mostra que está pronto para deixar um legado nesse projeto.
* No Mês do Meio Ambiente, O-I Glass destaca o papel das embalagens de vidro na economia circular e na redução do consumo de plástico, tema da ONU para 2025
* O vidro preserva a qualidade, o sabor e a integridade de alimentos e bebidas
* O vidro pode ser reciclado infinitamente sem qualquer perda de qualidade ou pureza
Luís Alberto Alves/Hourpress
No mês em que é celebrado o Dia do Meio Ambiente, a O-I Glass, líder mundial na fabricação de embalagens de vidro, ressalta a importância da adoção de embalagens mais amigáveis à natureza e que tenham um ciclo de reciclagem fechado.
Reconhecido por sua inércia química e capacidade de barreira natural, o vidro preserva a qualidade, o sabor e a integridade de alimentos e bebidas, além de ser totalmente livre de substâncias tóxicas, como BPA e ftalatos, garantindo a saúde e a segurança do consumidor. Essa matéria-prima não libera microplásticos no conteúdo, mesmo sob altas temperaturas, oferecendo uma embalagem de alta qualidade que valoriza o produto.
A principal vantagem do vidro - e um fator crucial para a sustentabilidade - é sua reciclabilidade infinita. Diferentemente de outros materiais, o vidro pode ser reciclado infinitamente sem qualquer perda de qualidade ou pureza. Cada 1 tonelada de caco reciclado na produção evita-se a extração de 1 tonelada de recursos naturais e consequentemente reduzem-se as emissões de CO₂, impulsionando a economia circular e minimizando o volume de resíduos em aterros.
Ideal
"A O-I Glass tem um compromisso inabalável com a sustentabilidade, e o vidro é a personificação desse ideal. Estamos dedicados a oferecer embalagens que não apenas atendam às necessidades de nossos clientes, mas que também contribuam significativamente para um planeta mais saudável", disse Raissa Almeida, coordenadora de Marketing da O-I Glass.
Apesar de suas qualidades, alguns mitos sobre o vidro ainda persistem. É comum pensar que o vidro só pode ser reciclado poucas vezes ou que vidros coloridos e quebrados não são recicláveis. A verdade é que o vidro é 100% reciclável infinitamente, independentemente da cor, e cacos de vidro são valiosos como matéria-prima para novas embalagens, reduzindo o consumo de energia, a emissão de gases e extração de recursos virgens.
Outros equívocos incluem, a necessidade de lavar perfeitamente as embalagens (basta remover o excesso de resíduos) e a ideia de que tampas e rótulos impedem a reciclagem. Ao remover esses contaminantes antes de descartar a embalagem a reciclagem se torna mais fácil. Porém, mesmo com esses materiais, a reciclagem é viável, uma vez que serão retirados durante o novo processo fabril. Importante reforçar que para indústria de embalagens de vidro nem todo tipo de vidro pode ser aproveitado, como espelhos, lâmpadas e vidros temperados, estes não devem ser descartados junto de potes e garrafas na coleta seletiva de vidro.
Vidro
“A O-I Glass dedica-se a desenvolver soluções inovadoras que respondem aos desafios ambientais e às demandas de seus clientes. A empresa investe em pesquisa e desenvolvimento para criar embalagens cada vez mais sustentáveis, leves e com menor pegada de carbono, fortalecendo a cadeia de valor do vidro e contribuindo para um futuro mais circular. O Decreto do Vidro (nº 11.300) no Brasil, o primeiro a ser dedicado a um único material, reforça a importância e o reconhecimento do vidro como um material estratégico para a sustentabilidade do país”, destacou a executiva.
Para desmistificar o processo e incentivar a correta separação e o descarte, a O-I Glass desenvolveu um Guia de Reciclagem completo. Esse material educativo aborda de forma clara e didática as melhores práticas para a reciclagem do vidro, desfazendo mitos e orientando consumidores e empresas sobre como contribuir para a economia circular. Você pode baixar o guia completo e aprender mais sobre a reciclagem do vidro e seus benefícios clicando aqui.
A adoção do vidro em embalagens é um passo concreto em direção à sustentabilidade e vai ao encontro do tema apresentado este ano pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2025, comemorado em 05 de junho, focado na redução do consumo de plástico.
“Reafirmamos nosso compromisso com a inovação e a responsabilidade ambiental, incentivando a colaboração de todos para um futuro em que o vidro desempenhe um papel ainda mais central na construção de uma sociedade mais consciente e ecologicamente equilibrada”, concluiu Raissa.
Radiografia da Notícia
*Acordo em ação do STF envolve MPF, comunidades indígenas, Incra,
Funai, Comissão Nacional de Soluções Fundiárias do CNJ, além da
própria Itaipu
*O valor fixado para o negócio é de até R$ 240 milhões, recursos que
serão disponibilizados pela Binacional.
*A escolha das áreas que serão compradas será feita pela Funai
Redação/Hourpress
O Conselho de Administração da Itaipu Binacional aprovou em 27 de
fevereiro , em reunião ordinária, os termos de um acordo de
conciliação que autoriza a compra de 3 mil hectares de terras, em
caráter emergencial, que serão destinados a comunidades indígenas
Avá-Guarani da região Oeste do Paraná. O valor fixado para o negócio é
de até R$ 240 milhões, recursos que serão disponibilizados pela
Binacional.
São parte do acordo o Ministério Público Federal (MPF), Comunidades
Indígenas Avá-Guarani da região Oeste do Paraná, União, Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Fundação Nacional
dos Povos Indígenas (Funai) e Comissão Nacional de Soluções Fundiárias
do Conselho Nacional de Justiça, além da própria Itaipu. Uma vez
assinado, o documento será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal
(STF) para homologação.
O acordo foi feito no âmbito do Procedimento de Resolução de
Controvérsia aberto na Câmara de Mediação e de Conciliação, da
Administração Pública Federal, e da Ação Civil Originária (ACO) 3.555,
movida pela Advocacia-Geral da União (AGU) e que tramita no STF. A
ação pede a reparação por violações a direitos humanos e fundamentais
das comunidades indígenas afetadas pela formação do reservatório da
usina, em 1982.
Imóveis
A escolha das áreas que serão compradas será feita pela Funai, em
acordo com os próprios indígenas e seus representantes legais. O Incra
será responsável pela avaliação dos imóveis, juntamente com servidores
da Justiça Estadual e/ou Federal. Caberá à Itaipu apenas pagar pelos
imóveis.
“As condições para a compra e venda referidas, notadamente o preço,
forma e prazos de pagamento, deverão atender às condições de mercado e
serão objeto de deliberação nas sessões de mediação, das quais
participarão, obrigatoriamente, representantes da SPU (Secretaria de
Patrimônio da União), do Ministério dos Povos Indígenas – MPI, do MPF,
da Funai e do Incra”, diz trecho do documento.
“A Itaipu Binacional mantém um compromisso histórico com as
comunidades indígenas do Oeste do Paraná, e a decisão do Conselho de
Administração é um passo para garantir a essas populações mais
segurança, dignidade e qualidade de vida”, declarou o diretor-geral
brasileiro da Itapu, Enio Verri.
Região
Ele disse esperar que a compra de terras e os demais compromissos
constantes no acordo de conciliação contribuam para pacificar a
região, palco de conflitos recentes. “A atual gestão da Itaipu, assim
como o Governo Federal, sempre esteve comprometida na busca de
soluções efetivas, que respeitem os direitos das comunidades indígenas
e dos produtores rurais da região”.
O diretor jurídico da Itaipu, Luiz Fernando Delazari, explica que a
conciliação corre no STF. “Foi um longo processo de conciliação, com
mais de 20 reuniões realizadas e com a participação ativa da Itaipu,
que sempre concordou com a necessidade da reparação histórica as
comunidades dos povos originários na região da Usina de Itaipu.
Esperamos que o Supremo Tribunal Federal homologue este acordo que tem
como um dos objetivos pacificar a região e evitar que mais atos de
violência ocorram”, observou.
De acordo com o gestor dos Programas de Sustentabilidade Indígena da
Itaipu, Paulo Porto, as novas áreas serão destinadas a 31 comunidades
situadas nas terras indígenas Tekoha Guasu Guavirá e Tekoha Guasu Okoy
Jakutinga, distribuídas em cinco municípios paranaenses: São Miguel do
Iguaçu, Itaipulândia, Santa Helena, Terra Roxa e Guaíra. Essas
comunidades reúnem, hoje, aproximadamente 5,8 mil pessoas.
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